de Sara Guerra (3/7/12)
E se hoje olhas novas
não rendidas
à luz directa e vã
que te esperava
é porque abriste ao sono
e por um dia
à aurora preferiste
a desfolhada.
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FLÂMULA
de Sara Guerra (22/5/12)
Ontem respondeste com segredo
à distância que pelo mundo foi imposta
e que importa se te moves só por medo
ou que o tempo sempre ouça tua esperança
se sei que ontem respondeste com segredo
ao teu sonho de sorrisos de criança
Ontem respondeste com segredo
à distância que pelo mundo foi imposta
e que importa se te moves só por medo
ou que o tempo sempre ouça tua esperança
se sei que ontem respondeste com segredo
ao teu sonho de sorrisos de criança
PRIMAVERA
de Sara Guerra (17/4/12)
Sei da cor a viva forma
em que meus olhos sempre
dormem com a esperança
dos que um dia se dirão.
Sei da cor a viva forma
em que meus olhos sempre
dormem com a esperança
dos que um dia se dirão.
POEMA
de Sara Guerra (14/2/12)
que voz trará à vida
o que é caminho,
que grito é esse que buscas inscrito
se a pedra desde sempre to tem dito
que verdade queres que à luz se desça
se as aves nunca te estranharam
(e até os seus ninhos te caem na cabeça)
em que campos queres tu que teus filhos cresçam
se tudo quanto floresça é teu já
nem por pertença, mas por justiça
anterior a todo o tempo, levada ao extremo
da ternura pela coragem clara e livre da loucura.
(que tiranos queres pois se confessem
se a mentira só se aninha em quem a aceita)
que denúncia esperas ser-te prometida
se a revolta te chama há muito pelas ruas.
(mostra-me
em que canto esse sonho não exista)
(s)e ainda que a Primeira
fosse a última Palavra:
Inventaria para ti
o novo mundo –
Em sangue escreveria
minhas mãos nas tuas.
que voz trará à vida
o que é caminho,
que grito é esse que buscas inscrito
se a pedra desde sempre to tem dito
que verdade queres que à luz se desça
se as aves nunca te estranharam
(e até os seus ninhos te caem na cabeça)
em que campos queres tu que teus filhos cresçam
se tudo quanto floresça é teu já
nem por pertença, mas por justiça
anterior a todo o tempo, levada ao extremo
da ternura pela coragem clara e livre da loucura.
(que tiranos queres pois se confessem
se a mentira só se aninha em quem a aceita)
que denúncia esperas ser-te prometida
se a revolta te chama há muito pelas ruas.
(mostra-me
em que canto esse sonho não exista)
(s)e ainda que a Primeira
fosse a última Palavra:
Inventaria para ti
o novo mundo –
Em sangue escreveria
minhas mãos nas tuas.
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