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THE CHOICE / A ESCOLHA


de W. B. Yeats / versão de Miguel Jesus (29/5/12)


The intellect of man is forced to choose

Perfection of the life, or of the work,

And if it take the second must refuse

A heavenly mansion, raging in the dark.

When all that story’s finished, what’s the news?

In luck or out the toil has left its mark:

That old perplexity an empty purse,

Or the day’s vanity, the night’s remorse.




Por um instante, a perfeição de cada um

Há-de escolher entre a obra e a própria vida

E há-de gritar que só é são o suicida

E até da fome fará seus hinos ao jejum



Assim seguirão sempre lado a lado

A vida imensa que é uma obra incompleta

E a obra, que de vivida se faz fado
Ao completar também a vida em sua meta



E depois há-de soprar o vento sobre a terra

Até que tanto pés como pegadas sejam vento

E tanto a paz como a guerra sejam guerra

Na paz eterna do eterno esquecimento

ALL THINGS CAN TEMPT ME / AS TENTAÇÕES DE SAN ESCRIVÃO

de W. B. Yeats / versão de Miguel Jesus (10/4/12)


All things can tempt me from this craft of verse:
Onde time it was a woman’s face, or worse –
The seeming needs of my fool-driven land;
Now nothing but comes readier to the hand
Than this accustomed toil. When I was young,
I had not given a penny for a song
Did not the poet sing in with such airs
That one believed he had a sword upstairs;
Yet would be now, could I but have my wish,
Colder and dumber and deafer than a fish.


Tudo é tentação para que me afaste da poesia
Tanto os olhos das mulheres como os das aves
Tanto o vento dando voz às folhas soltas
Como as pequenas coisas de cada dia-a-dia
Que em mim se tornam tão sérias e tão graves.
Tudo me faz sair e andar às voltas
Para ver o mundo e vislumbrar a melodia
Que se esconde em cada esquina da razão
Entre aquilo que me tenta e quanto tento.
Sim, tudo é tentação para que me afaste da poesia
Mas condena-me ainda mais a profunda tentação:
De tentar sempre traduzir a voz do vento